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Diabetes Azul

por admin
DIABETES AZUL

Vida | Saúde e prevenção

Diabetes mellitus é uma condição crônica que eleva a quantidade de glicose no sangue. Existem diferentes tipos, com causas e tratamentos distintos. No entanto, todos exigem diagnóstico e acompanhamento profissional.

O diabetes tipo 2 pode avançar sem causar sintomas perceptíveis. Por isso, conhecer os sinais, os fatores de risco e as recomendações de rastreamento ajuda a procurar atendimento no momento adequado.

Este artigo foi publicado originalmente em 23 de novembro de 2020, durante a campanha Novembro Diabetes Azul. O conteúdo passou por uma atualização editorial para melhorar a clareza e contextualizar as orientações de saúde.

Diabetes em resumo

  • Diabetes tipo 1: o sistema imunológico destrói as células do pâncreas que produzem insulina.
  • Diabetes tipo 2: o organismo não utiliza adequadamente a insulina e pode reduzir sua produção ao longo do tempo.
  • Diabetes gestacional: surge ou é identificado durante a gestação e exige acompanhamento específico.
  • Pré-diabetes: indica níveis de glicose acima do esperado, mas ainda abaixo dos critérios de diabetes.
  • Sintomas possíveis: sede intensa, aumento da urina, fome frequente, perda de peso sem explicação, cansaço, visão turva e infecções recorrentes.
  • Diagnóstico: profissionais habilitados avaliam o quadro e solicitam exames laboratoriais quando necessário.
  • Tratamento: pode incluir alimentação adequada, atividade física, medicamentos, insulina, monitoramento e acompanhamento multiprofissional.

O que é diabetes?

Diabetes mellitus é o nome de um grupo de condições que apresentam hiperglicemia, ou seja, níveis elevados de glicose no sangue.

O pâncreas produz a insulina, um hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células. Dessa forma, o organismo consegue utilizar a glicose como fonte de energia.

O diabetes pode surgir quando o organismo produz pouca ou nenhuma insulina. Além disso, a condição pode ocorrer quando as células não respondem adequadamente ao hormônio.

Com o passar do tempo, a glicose elevada pode prejudicar vasos sanguíneos, nervos, olhos, rins e coração. Por isso, o acompanhamento regular busca controlar a glicemia e reduzir o risco de complicações.

Quais são os principais tipos de diabetes?

Os principais tipos são diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional. Além deles, profissionais de saúde também acompanham o pré-diabetes e outras formas menos comuns.

Diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune. Nesse caso, o sistema imunológico ataca as células beta do pâncreas, que produzem insulina.

Como resultado, o organismo passa a produzir pouca ou nenhuma insulina. Portanto, pessoas com diabetes tipo 1 precisam utilizar o hormônio para controlar a glicose.

O diagnóstico aparece com maior frequência na infância e na adolescência. No entanto, o diabetes tipo 1 também pode surgir na vida adulta.

O histórico familiar e a presença de outras condições autoimunes podem indicar maior predisposição. Ainda assim, profissionais não devem atribuir a causa a um único acontecimento cotidiano.

Diabetes tipo 2

No diabetes tipo 2, o organismo não aproveita adequadamente a insulina. Além disso, o pâncreas pode reduzir a produção do hormônio ao longo do tempo.

Esse é o tipo mais frequente. Em geral, uma combinação de fatores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais participa de seu desenvolvimento.

O excesso de peso, o sedentarismo, a idade e algumas alterações metabólicas podem aumentar o risco. Contudo, uma pessoa pode desenvolver a condição mesmo sem apresentar todos esses fatores.

O início costuma ser gradual. Por esse motivo, algumas pessoas convivem com a glicose elevada sem perceber sintomas.

Diabetes gestacional

O diabetes gestacional surge ou é identificado durante a gravidez. Nesse período, alterações hormonais podem reduzir a ação da insulina.

Para compensar essa mudança, o pâncreas aumenta a produção do hormônio. No entanto, algumas gestantes não conseguem produzir a quantidade necessária. Consequentemente, a glicose pode subir.

O acompanhamento ajuda a reduzir riscos para a gestante e para o bebê. O cuidado pode incluir mudanças na alimentação, monitoramento, atividade física compatível com a gestação e medicamentos quando a equipe de pré-natal indicar.

Em muitos casos, a glicose retorna aos níveis esperados depois do parto. Ainda assim, quem teve diabetes gestacional apresenta maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Pré-diabetes

O pré-diabetes ocorre quando os níveis de glicose superam os valores considerados normais, mas ainda não atendem aos critérios de diabetes.

Essa alteração indica maior risco de diabetes tipo 2 e de problemas cardiovasculares. Por outro lado, algumas mudanças sustentáveis na rotina podem reduzir esse risco.

Mesmo assim, a evolução varia entre as pessoas. Por isso, o resultado exige avaliação e acompanhamento profissional.

Quais sintomas podem indicar diabetes?

Os sintomas variam conforme o tipo de diabetes e a intensidade da elevação da glicose. O diabetes tipo 1, por exemplo, pode começar de forma rápida. Já o tipo 2 costuma evoluir lentamente.

  • Sede acima do habitual.
  • Necessidade de urinar com maior frequência, inclusive durante a noite.
  • Fome frequente.
  • Perda de peso sem explicação.
  • Cansaço persistente.
  • Visão turva ou embaçada.
  • Infecções recorrentes.
  • Feridas que demoram para cicatrizar.
  • Formigamento, dormência ou redução da sensibilidade nos pés e nas mãos.

Quais fatores aumentam o risco de diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 resulta da interação de fatores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais. No entanto, ter um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá a condição.

  • Histórico familiar de diabetes.
  • Excesso de peso, principalmente com maior concentração de gordura na região abdominal.
  • Baixo nível de atividade física.
  • Pressão arterial elevada.
  • Alterações de colesterol ou triglicérides.
  • Diagnóstico anterior de pré-diabetes.
  • Histórico de diabetes gestacional.
  • Síndrome dos ovários policísticos.
  • Apneia obstrutiva do sono.
  • Uso de medicamentos que podem elevar a glicose.

Além disso, o risco pode mudar ao longo da vida. Por isso, profissionais devem revisar a necessidade de exames conforme a idade, os resultados anteriores e o quadro clínico.

É possível prevenir o diabetes?

Atualmente, não existe uma forma conhecida de prevenir o diabetes tipo 1 por meio de mudanças de hábitos. Já no diabetes tipo 2, algumas medidas podem reduzir ou adiar o risco em parte das pessoas.

  • Priorize alimentos in natura ou minimamente processados sempre que possível.
  • Reduza a frequência de bebidas açucaradas e produtos ultraprocessados.
  • Pratique atividade física de acordo com sua condição e com orientação quando necessário.
  • Cuide do sono e da rotina de descanso.
  • Evite o tabaco.
  • Modere ou evite o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Acompanhe a pressão arterial, o peso e os exames conforme a orientação profissional.

Essas medidas ajudam a cuidar da saúde de forma geral. No entanto, não garantem que o diabetes será evitado e não substituem medicamentos prescritos.

Além disso, o plano de cuidado deve respeitar as condições clínicas, a rotina, as preferências e o acesso a alimentos e serviços de saúde.

Como o diabetes é diagnosticado?

Profissionais diagnosticam o diabetes por meio da identificação de hiperglicemia. Para isso, podem solicitar glicemia de jejum, hemoglobina glicada ou teste oral de tolerância à glicose.

A escolha do exame depende do contexto clínico. Além disso, cada método possui indicações e limitações próprias.

Quando a pessoa não apresenta sintomas, um único resultado alterado pode exigir confirmação. Assim, o profissional poderá repetir o exame ou utilizar outro método compatível.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda o rastreamento do diabetes tipo 2 a partir dos 35 anos em pessoas sem sintomas. Antes dessa idade, adultos com sobrepeso ou obesidade e outros fatores de risco também podem precisar de avaliação.

Crianças e adolescentes com excesso de peso e fatores adicionais também podem precisar de rastreamento. No entanto, a família não deve solicitar ou interpretar exames por conta própria.

Como é realizado o tratamento do diabetes?

O tratamento busca controlar a glicose, reduzir o risco de complicações e preservar a qualidade de vida. Para isso, a equipe considera o tipo de diabetes, a idade, as condições de saúde e a rotina da pessoa.

  • Plano alimentar individualizado.
  • Atividade física compatível com a condição clínica.
  • Monitoramento da glicose quando houver indicação.
  • Uso de insulina no diabetes tipo 1 e em outras situações clínicas.
  • Uso de medicamentos para diabetes tipo 2 ou gestacional quando prescritos.
  • Acompanhamento da pressão arterial e do colesterol.
  • Avaliação dos rins, dos olhos, dos pés e da saúde cardiovascular.
  • Educação em diabetes e apoio para manter o cuidado.

Pessoas com diabetes tipo 1 precisam de insulina. Já no diabetes tipo 2, o tratamento pode combinar hábitos de vida, medicamentos e insulina.

Ao mesmo tempo, as necessidades podem mudar com a evolução da condição. Por isso, não inicie, altere ou interrompa medicamentos sem orientação profissional.

Por que o acompanhamento multiprofissional é importante?

O cuidado pode reunir profissionais de medicina, enfermagem, nutrição, educação física, psicologia, odontologia, farmácia e outras áreas.

Cada profissional contribui com uma parte do acompanhamento. Por exemplo, a equipe pode ajudar a organizar a alimentação, os medicamentos, a atividade física e o monitoramento da glicose.

Além disso, o acompanhamento pode identificar dificuldades emocionais, sociais ou práticas que prejudiquem o tratamento. Dessa forma, a equipe consegue adaptar o cuidado à rotina.

Com acesso ao tratamento e acompanhamento adequado, a pessoa com diabetes pode manter uma vida ativa. No entanto, o plano precisa respeitar as características individuais.

Quais complicações podem estar associadas ao diabetes?

A glicose elevada por períodos prolongados pode prejudicar vasos sanguíneos e nervos. Além disso, pressão alta, colesterol alterado e tabagismo podem aumentar o risco.

  • Doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral.
  • Doença renal crônica.
  • Lesões na retina e redução da visão.
  • Neuropatia, com dor, formigamento ou perda de sensibilidade.
  • Feridas nos pés e maior risco de infecções.
  • Problemas de circulação.
  • Alterações na saúde bucal.

Por outro lado, o acompanhamento regular pode reduzir o risco ou retardar a progressão dessas complicações. Por isso, o cuidado não deve se limitar à medição da glicose.

Por que os cuidados com os pés são importantes?

O diabetes pode alterar a sensibilidade e a circulação. Dessa forma, pequenos ferimentos podem passar despercebidos e evoluir para infecções.

  • Observe os pés regularmente e procure cortes, bolhas, fissuras ou inchaço.
  • Use calçados adequados e verifique o interior antes de calçá-los.
  • Evite tratar calos ou feridas por conta própria quando houver perda de sensibilidade.
  • Procure atendimento diante de ferida, secreção, calor, mudança de cor ou dor persistente.

Quando procurar atendimento?

Procure uma unidade de saúde ao perceber sintomas compatíveis, receber um resultado alterado ou identificar fatores que aumentem o risco de diabetes.

  • Sede ou aumento da urina sem explicação.
  • Perda de peso involuntária.
  • Visão turva persistente.
  • Infecções recorrentes.
  • Feridas com cicatrização lenta.
  • Formigamento ou perda de sensibilidade.
  • Histórico de pré-diabetes ou diabetes gestacional.
  • Ocorrência frequente de diabetes na família.

Se você já recebeu o diagnóstico, procure orientação diante de mudanças importantes na glicose, dificuldade para seguir o tratamento ou episódios de hipoglicemia.


Perguntas frequentes sobre diabetes

Diabetes sempre causa sintomas?

Não. O diabetes tipo 2 pode permanecer sem sintomas perceptíveis. Por isso, pessoas com idade ou fatores de risco compatíveis podem precisar de rastreamento mesmo quando se sentem bem.

Comer açúcar causa diabetes?

O desenvolvimento do diabetes não depende de um único alimento. No diabetes tipo 2, fatores genéticos, peso, atividade física, idade e alimentação podem participar do risco.

No entanto, o consumo frequente de bebidas açucaradas e produtos ultraprocessados pode favorecer o ganho de peso e alterações metabólicas.

Diabetes tipo 2 pode ser curado?

Não se deve falar em cura de forma geral. Algumas pessoas podem alcançar remissão, ou seja, manter a glicose abaixo dos critérios de diabetes por determinado período sem medicamentos.

Ainda assim, a remissão não elimina o risco de retorno da condição. Portanto, o acompanhamento deve continuar.

Quem tem diabetes precisa eliminar todos os carboidratos?

Não. A quantidade, a qualidade e a distribuição dos carboidratos devem fazer parte de uma avaliação completa da alimentação e do tratamento.

Além disso, restrições extensas sem orientação podem causar desequilíbrios e dificultar a adesão ao cuidado.

Diabetes gestacional desaparece depois do parto?

Em muitos casos, a glicose retorna aos níveis esperados. No entanto, quem teve diabetes gestacional apresenta maior risco de diabetes tipo 2 no futuro.

Por isso, a pessoa deve manter o acompanhamento e realizar os exames recomendados após a gestação.

Quais exames ajudam a diagnosticar o diabetes?

Profissionais podem utilizar a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose. A escolha depende do contexto clínico.

Além disso, o profissional pode precisar confirmar um resultado alterado antes de estabelecer o diagnóstico.

Diabetes tipo 1 e tipo 2 recebem o mesmo tratamento?

Não. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam de insulina. Já o tratamento do tipo 2 pode combinar alimentação, atividade física, medicamentos e insulina.


Aviso de saúde: este conteúdo apresenta informações gerais e não substitui consulta, diagnóstico, prescrição, acompanhamento ou atendimento de emergência. Profissionais habilitados devem avaliar sintomas, fatores de risco, necessidade de exames, metas de glicose, alimentação, atividade física e medicamentos. Não inicie, altere ou interrompa tratamentos por conta própria.

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