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Mulheres e a Luta pela Igualdade

por admin
Mulheres e a Luta pela Igualdade. Conheça algumas histórias inspiradoras

Histórias de mulheres

Publicado originalmente em 19 de março de 2021. As entrevistas e os relatos foram preservados em seu contexto histórico. Ao final, o conteúdo apresenta informações sobre uma iniciativa de proteção relacionada ao Seguro Residencial Tokio Marine, sujeita às condições vigentes do produto.

Mulheres continuam conquistando espaço em profissões, ambientes e posições historicamente ocupados por homens. As histórias reunidas nesta matéria mostram trajetórias na aviação, no transporte por aplicativo, na saúde em alto-mar e no direito.

Os relatos também revelam desafios relacionados a preconceito, assédio, maternidade, desigualdade salarial e acesso a cargos de liderança. Ao mesmo tempo, mostram como competência, formação e persistência contribuem para ampliar a presença feminina no mercado de trabalho.

Resposta rápida: o que essas histórias mostram?

A luta pela igualdade envolve ampliar oportunidades, enfrentar estereótipos e garantir que mulheres possam desenvolver suas carreiras com respeito, segurança e condições justas. As experiências desta matéria mostram avanços importantes, mas também indicam que ainda existem barreiras profissionais e sociais.

  • A representatividade ajuda outras pessoas a enxergarem novas possibilidades profissionais.
  • A competência profissional não depende de gênero.
  • A maternidade e as responsabilidades familiares não devem limitar oportunidades profissionais.
  • A segurança e o respeito precisam fazer parte de todos os ambientes de trabalho.
  • Leis de proteção são fundamentais, mas também é necessária uma transformação cultural.

Mulheres que ampliam espaços no mercado de trabalho

Conheça as trajetórias de profissionais que escolheram caminhos desafiadores e construíram seus espaços em diferentes áreas.

Juliana S. Voelcker: instrutora de voo no Aeroclube de Montenegro

Juliana se apaixonou pelos aviões ainda criança, quando o padrasto, que era piloto, a levava para conhecer a cabine.

“Ali começou o encanto pela aviação. Aos 18 anos comecei os cursos e, desde então, tenho certeza de que estou na profissão certa.”

A aviação ainda é uma área predominantemente masculina. A formação exige dedicação, tempo, investimento e domínio técnico sobre a aeronave e todos os fatores envolvidos em um voo.

“É uma profissão técnica, que exige domínio teórico e prático da aeronave e de tudo o que o voo envolve.”

Juliana dá instrução de voo desde 2020. Segundo a profissional, muitas meninas demonstram surpresa e interesse quando descobrem que uma mulher está no comando da aeronave.

“Li que a porcentagem das mulheres na aviação é de apenas 3%, mas estamos aumentando esse número. Já vejo mais mulheres fazendo os cursos do que na época em que comecei.”

A instrutora relata que já enfrentou manifestações de preconceito e machismo, mas escolheu responder por meio da competência profissional.

“As reações são variadas. Muitos homens lidam comigo com muito respeito e admiração, mas outros reagem de forma negativa e desrespeitosa. Uma vez perguntaram se eu gostaria de pintar o avião de rosa. Mas levo na brincadeira. Acredito que comprar briga verbalmente não adianta. Prefiro seguir com os voos e mostrar que tenho tanta capacidade quanto quem faz essas piadas.”

Juliana Coelho Dias: trabalho, maternidade e autonomia

Advogada de formação, Juliana Coelho Dias começou a trabalhar como motorista de aplicativo após sair de Itapetinga, na Bahia, e mudar-se para São Paulo no início de 2020.

Mãe solo de uma adolescente, Juliana buscou oportunidades em sua área de formação, mas encontrou dificuldades nos processos seletivos. O trabalho como motorista surgiu como uma alternativa que dependia diretamente de seu próprio esforço e permitia maior flexibilidade de horários.

“Adoro dirigir e o trabalho me dá liberdade de escolha de horários, possibilitando também ser mãe e cuidar da casa. Não é fácil, ainda mais quando se é mãe solo, como é o meu caso. Cuidar dos filhos, da casa, conciliar horários e ganhar dinheiro.”

Juliana relata que, no exercício da advocacia, percebia discriminação relacionada às responsabilidades da maternidade. Como motorista, passou a observar principalmente a curiosidade de passageiros ao encontrarem uma mulher na condução do veículo.

O assédio também faz parte das situações de risco enfrentadas durante o trabalho.

“Tomo muito cuidado com a conversa e com a postura. Tudo para evitar qualquer tipo de interpretação errônea.”

Katiany Sampaio: enfermagem em uma plataforma petrolífera

A rotina de Katiany Sampaio acontece em uma plataforma petrolífera. Durante 14 dias por mês, a profissional permanece em alto-mar, onde atua como enfermeira.

Katiany escolheu a profissão pelo desejo de trabalhar com pessoas e contribuir para o cuidado com a saúde. Após iniciar a carreira em terra, em 2008, recebeu em 2016 o convite para atuar em uma operação offshore.

“Passamos boa parte de nossas horas dedicadas ao trabalho, então nossa escolha tem que fazer sentido. Na faculdade me aproximei da saúde pública, iniciei em terra em 2008 e, em 2016, veio o convite para trabalhar offshore. Não tive dúvidas.”

O trabalho exige permanecer longe da família, da casa e das atividades de lazer, com jornadas que podem alcançar 12 horas diárias ou mais. Apesar dos desafios, Katiany define a atuação como diferenciada e estimulante.

“Precisamos de mulheres ocupando todos os espaços, inclusive o do trabalho offshore. Venham!”

Como única profissional de saúde da plataforma, Katiany presta atendimento preventivo e curativo para um grupo que pode variar de 130 a 160 pessoas a bordo.

Na época da entrevista, durante a pandemia, protocolos adicionais de segurança tornaram a rotina ainda mais exigente.

“Dá trabalho, é cansativo, mas tem um objetivo maior. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é e de fazer o que faz!”

Ana Paula Braga e Marina Ruzzi: o direito como instrumento de transformação

Ana Paula Braga e Marina Ruzzi se conheceram na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Na profissão, encontraram uma forma de contribuir para a defesa dos direitos das mulheres.

As advogadas identificaram uma carência no mercado privado para o atendimento integrado de demandas femininas e fundaram a Braga & Ruzzi Sociedade de Advogadas.

“Descobrimos uma carência no mercado privado para atuar nos direitos das mulheres. Não havia nenhum escritório que concentrasse as demandas femininas de maneira global, sem segmentá-las em diferentes áreas.”

Quais desigualdades ainda aparecem no trabalho?

Segundo os relatos das advogadas, a presença feminina cresceu no direito, mas a participação em cargos de liderança ainda é menor.

“Ainda temos menos mulheres ocupando cargos de liderança no direito, apesar de haver hoje, no Brasil, mais mulheres se formando e o mesmo número de mulheres que homens nos quadros da OAB.”

A desigualdade salarial e os estereótipos profissionais também permanecem como obstáculos, especialmente em setores tradicionalmente entendidos como masculinos.

“Mulheres ainda são vistas como menos competentes ou como funcionárias ‘problema’ em razão da maternidade. Para acabar com a desigualdade de direitos precisamos acabar com a desigualdade de gênero. E isso passa por uma transformação social profunda, com a eliminação de papéis estereotipados e mais informação sobre o tema na mídia.”

As profissionais também destacaram avanços legislativos relacionados à proteção das mulheres. Entretanto, ressaltaram que a aplicação efetiva das leis depende de uma mudança cultural e da atuação responsável das instituições.

“Não adianta leis de proteção se as pessoas encarregadas de aplicá-las ainda reforçarem preconceitos. Estamos mudando aos poucos, mas ainda há muito para avançar.”

Como ampliar a igualdade de oportunidades?

A igualdade no mercado de trabalho depende de mudanças que envolvem empresas, instituições, lideranças e a sociedade. Entre as principais ações estão:

  • adotar critérios transparentes de contratação, remuneração e promoção;
  • combater comportamentos discriminatórios e situações de assédio;
  • ampliar a presença feminina em posições de liderança;
  • oferecer condições para conciliar carreira e responsabilidades familiares;
  • garantir canais seguros de acolhimento e denúncia;
  • valorizar a formação, a experiência e a competência profissional;
  • fortalecer iniciativas de proteção e autonomia.

Proteção para mulheres em situação de violência doméstica

A igualdade também depende de segurança, acolhimento e condições para que cada mulher possa reorganizar a própria vida em situações de vulnerabilidade.

O Seguro Residencial Premiado Tokio Marine pode incluir a cobertura de Despesas com Aluguel. Quando contratada e observados os critérios, limites, riscos cobertos, exclusões e demais condições estabelecidas na apólice, essa cobertura pode auxiliar mulheres residentes no imóvel segurado que precisem buscar uma moradia provisória em razão de uma situação de violência doméstica.

A iniciativa também pode oferecer orientação jurídica e apoio psicológico, conforme as regras e a elegibilidade aplicáveis. Para conhecer o funcionamento, os documentos necessários e as condições da proteção, acesse o conteúdo sobre o apoio do Seguro Residencial a mulheres em situação de violência doméstica.

A cobertura de Despesas com Aluguel também pode ser aplicável, conforme a opção contratada e as condições da apólice, quando eventos cobertos, como incêndio ou alagamento, deixarem o imóvel segurado temporariamente sem condições de moradia.

Importante: as coberturas e os serviços não são automáticos para todas as apólices. A contratação, a elegibilidade, os limites, as exclusões e os procedimentos de acionamento devem ser confirmados nas condições vigentes do seguro.

Proteja sua residência e quem vive nela

Conheça as coberturas e os serviços disponíveis no Seguro Residencial Tokio Marine. Antes da contratação, confira as opções, os limites, as exclusões e as condições aplicáveis ao perfil e ao imóvel segurado.


Prefere atendimento personalizado? Localize um Corretor Tokio Marine.



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